Exercícios físicos feitos de forma irregular podem provocar dores nas costas: entenda

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O excesso de atividades físicas pode transformar o que seria um hábito saudável em um grande risco para o corpo, não só para a musculatura, como também para o sistema cardiovascular.

“O exagero é o que chamamos de síndrome do excesso de treinamento, quando a pessoa treina sem parar para ter resultados melhores, o que na maioria das vezes não acontece”, alerta o cardiologista Nabil Ghorayeb.

A dores musculares após os treinos ocorrem devido ao micro rompimento de fibras musculares. Quando você treina, você literalmente rompe (micro rompimentos) o tecido muscular. O resultado disso é a ocorrência de microlesões musculares nos primeiros dias dos treinos musculares, pequenas rupturas do músculo causadas pelo excesso de esforço.

Com alguns dias, o músculo começa a se reconstruir, por isso o repouso após os treinos é muito importante. Ocorre uma cicatrização das fibras musculares. Este processo de reconstrução torna os tecidos musculares mais fortes e maiores do que antes. Esse é o processo de hipertrofia muscular. A hipertrofia muscular é o desenvolvimento de mais fibras musculares, o que deixa os músculos maiores e mais fortes para suportarem levantar mais peso.

A dor que você nota nos dias posteriores ao treino é diferente da dor (queimação e ardor) que você sente durante o treino e também é diferente de uma dor de lesão muscular. É essencial a conscientização das diferenças dessas dores, como a dor dos treinos, dor boa, que ocorre um dia ou dois depois do treino, e a dor de lesões, dores ruins, de lesões nas articulações e músculos. A dor boa, por mais forte que ela seja, ela não impede você de fazer outras atividades físicas, apesar da dor você consegue executar qualquer movimento com perfeição, diferente das dores de lesões, que causam muita dor ao movimentar as áreas afetadas e aparecem algumas horas depois do treino.

Sentir os músculos doloridos após o treino pode ser algo normal, particularmente em situações de mudanças na intensidade ou exercícios realizados. As principais teorias que explicam essas dores são: a conhecida “Dor muscular tardia” e as pequenas lesões.

A dor muscular tardia é o motivo mais comum para dores musculares após os exercícios. No momento da musculação acontece a dilatação das fibras musculares, esse processo, naturalmente, pode causar um pouco de dor durante a recuperação, como reação aos movimentos de dilatação e contração. Esse tipo de dor muscular costuma aparecer cerca de oito horas após a realização do treino e durar até 72 horas.

Nesse processo também podem ocorrer microlesões, particularmente quando há um maior esforço. Elas são lesões que afetam o tecido muscular, acompanhadas de pequenas inflamações. Reagindo à inflamação, o organismo libera enzimas para realizar o processo de regeneração muscular, causando as dores musculares.

Existem duas situações primordiais de alerta diante dos músculos doloridos: uma é quando a dor persiste e começa a causar significativas limitações do movimento. Nessa situação, também podem ocorrer outros sintomas, como febre e alteração na urina. Outro motivo de preocupação é se as dores forem agudas e acontecerem durante o exercício. Algo pode estar errado, desde uma possível doença até a execução errada do treino.

Nesses casos, procure conversar com o seu professor da academia para que ele verifique se você está executando algum movimento inadequado ou exageros que favorecem a dor. Principalmente no primeiro caso, é importante, também, procurar o médico para entender se existe algum motivo secundário para a dor ou se houveram lesões mais graves.

A melhor forma de lidar com as dores musculares é prevenir, através de um aquecimento e alongamento adequados antes da realização dos exercícios. Mas, caso isso ainda não revolva, as soluções são bem clássicas: compressas de gelo podem ser aplicadas no local por cerca de 20 minutos e depois retiradas, sendo que esse processo pode ser repetido até que se sinta alívio.

Analgésicos e anti-inflamatórios também são válidos para aqueles que não tiverem tempo para fazer as compressas. Outras alternativas interessantes são as massagens e os exercícios voltados ao relaxamento, como a ioga.